O Washi é um papel especial, feito a partir de fibras dos arbustos Kozo, Gampi e Mitsumata, e cuja produção continua até hoje utilizando técnicas milenares.

O Washi possui linhas de papéis fabricados à mão ou industrializados para diversos tipos de aplicação, tais como: Restauração de livros e obras de arte, Decoração, Impressos, Artes Plásticas e Artes orientais.

Dentre os vários usos do Washi, destaca-se a importância que ele exerce nos procedimentos de conservação e restauro de acervos históricos, principalmente de livros raros, documentos e obras de arte.

Quando pensamos em preservação de bens culturais ou mesmo de acervos familiares, não podemos pensar a curto prazo. Nosso alvo deve ser no mínimo de 100 anos.

Portanto todos os materiais envolvidos no tratamento de conservação e restauro devem ser quimicamente estáveis e resistentes. Chamamos estes materiais de "materiais de qualidade arquivística".

O uso de papéis japoneses e de colas adequadas são procedimentos importantes para a perpetuação e longevidade da vida dos acervos documentais.

O que diferencia o papel Washi dos papéis convencionais?

Atualmente, a maioria dos papéis que vemos são produzidos industrialmente, tais como os papéis usados em jornais, revistas, livros, cadernos, como embalagens, entre outros.

São produzidos em larga escala por máquinas automatizadas, e apropriados para o consumo em massa, quando a quantidade é o fator mais importante.

Já o papel Washi é feito artesanalmente, um a um, por mãos habilidosas e que utilizam técnicas antigas e especiais, produzindo um papel único, de grande resistência e com incríveis características.

Em seu processo de fabricação são utilizadas matérias-primas também especiais, tais como as fibras das plantas Kozo, Mitsumata e Gampi, que permitem a produção de papéis dos mais diferentes tipos e para as mais variadas aplicações.

Considerado tesouro nacional no Japão, o papel Washi é, por si só, uma verdadeira obra de arte.

Força e durabilidade

Duas das maiores características que tornam o papel Washi único e especial são sua força e durabilidade.

Estas características são possíveis graças à utilização de plantas de fibras longas, ao invés da matéria vegetal derivada da madeira, tão comumente utilizada nos papéis convencionais.

A matéria vegetal empregada nos papéis convencionais possui componentes químicos que os tornam pouco resistentes à água, humidade e à luz, deteriorando-se ou perdendo sua pigmentação com o passar dos anos. Processos químicos complementares tentam diminuir este problema, mas não o eliminam.

Já as fibras longas de plantas empregadas na fabricação do papel Washi possuem características naturais que diminuem drasticamente a ação do tempo e de outros agentes externos, aumentando seu poder de conservação e mantendo sua resistência e aparência por prazos indeterminados.

Como o papel Washi é fabricado?

Tradicionalmente o papel japonês é feito por famílias ou pequenas comunidades, nas zonas rurais do Japão.

Produzir papéis artesanais mostrou-se um bom negócio para os fazendeiros no período do inverno, já que a atividade agrícola é interrompida pois depende de um clima mais quente.

Já a fabricação dos melhores papéis depende de dois importantes elementos: água e frio.

A água é um elemento primordial em cada fase da fabricação do papel. É preciso que a água seja pura, gelada e em movimento. A geografia montanhosa do Japão, permeada por inúmeros rios, trazem dos picos nevados uma das águas mais puras e cristalinas de todo o mundo.

A junção desta água de características perfeitas com outros elementos únicos, tais como o clima e matérias-primas só encontradas na flora japonesa, tornam o papel Washi um papel raro e admirado ao redor do mundo.

Infinitas aplicações

Pelas suas características únicas, o papel Washi possui inúmeras aplicações e usos.

Na decoração, devido à sua grande variedade de cores e texturas, os papéis japoneses são fonte de inspiração para arquitetos e decoradores. Suas inúmeras estampas e incontáveis cores e padrões possibilitam seu uso em objetos tais como biombos, divisórias, luminárias, painéis e muitos outros.

Suas diversas gramaturas possibilitam seu uso em impressos, cartões de visita, convites de casamento, envelopes e embalagens.

O papel Washi é perfeito para a restauração de livros raros, documentos antigos e obras de arte, sendo utilizado por diversos órgãos e institutos conservacionistas no Brasil e no exterior.

Muitas formas de arte são criadas a partir do papel Washi, tais como o tão conhecido Origami, além de outras técnicas tais como o Washi-ê, Tigiri-ê, Kiriê e muitas outras.

Papel oriental

[Texto em processo de revisão]